O autismo é uma doença de etiologia desconhecida e provavelmente multifatorial, podendo envolver fatores genéticos, neurológicos, imunológicos e ambientais, incluindo dieta, xenobióticos e infecções.
O autismo é caracterizado pela deterioração e demora na interação social e na aquisição da linguagem, bem como, déficit de habilidades com padrões repetitivos de comportamento e sintomatologia iniciada antes dos 3 anos de idade.
Atualmente vivemos uma verdadeira epidemia, enorme, alarmante e inesplicada de autismo, com aumento da frequencia dos casos quase que diariamente nos USA e na Inglaterra. A Califórnia mantém o que é provavelmente a melhor e mais sistemática base de dados do mundo sobre o autismo. Na Califórnia o relatado aumento na prevalência do autismo durante um período de 20 anos é superior a mil por cento. Enormes aumentos similares foram notificados a partir de estudos em Nova Jersey e no resto os E.U.A, no Reino Unido, no Oriente Médio e na Asia. De acordo com o “Centers for Disease Control and Prevention” (CDC-USA), cerca de 1 em cada 150 crianças tem uma alteração ligada ao espectro autista que inclui autismo propriamente dito e síndrome de Asperger.
Alguns autores têm atribuido essa verdadeira epidemia a um maior diagnóstico realizado pelos pediatras e pelas especialidades associadas à pediatria. Entretanto, a maioria dos estudiosos é totalmente incapaz de aceitar esta explicação simplista, porque o diagnóstico é baseado estritamente em alterações comportamentais, e é altamente duvidoso que os pediatras e outros especialistas de anos anteriores tivessem ignorado tais anomalias comportamentais evidentes que ocorrem em uma grande proporção de tais crianças. Além disso, uma vez que é impossível existir uma "epidemia genética", deve-se pensar em agressões ambientais para explicar esse aumento da incidência do autismo.
O QUE CAUSA O AUTISMO
O autismo, e transtornos semelhantes ao autismo, podem ser causados por uma série de transtornos, incluindo a Síndrome de X Frágil, esclerose tuberosa e fenilcetonúria, e, pelo menos, por uma notável anomalia cromossômica, uma duplicação invertida de uma porção do cromossomo 15. Mas para a grande maioria dos casos de autismo hoje, não existe ainda uma explicação genética que possa sozinha ser responsável por todo o quadro clínico. Tal como acontece com muitas doenças crônicas, a maioria dos casos de autismo parece ser causada por predisposição genética associada a algum insulto ambiental precoce.
Os estudiosos do autismo acreditam que além da predisposição genética os fatores abaixo possam contribuir para desencadear o autismo:
1. Alimentação
2. Desequilíbrio auto imune
3. Infecções e uso de antibióticos
4. Vacinas
5. Mercúrio e outros elementos tóxicos como o alumínio
'6. Desequilíbrios gastro intestinais
DIAGNÓSTICO
Autismo é uma síndrome caracterizada por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.
Estes três desvios, que ao aparecerem juntos caracterizam o autismo, foram chamados por Lorna Wing e Judith Gould, em seu estudo realizado em 1979, de "Tríade". A Tríade é responsável por um padrão de comportamento restrito e repetitivo, mas com condições de inteligência que podem variar do retardo mental a níveis acima da média.
É muito difícil imaginar estes três desvios juntos. Um exercício que pode ajudar é o proposto em palestra no Brasil, pela pesquisadora Francesca Happé, de imaginarse na China, ou em um país de cultura e língua desconhecidas, com as mãos imobilizadas, sem compreender os outros e sem possibilidades de se fazer entender.